Representatividade das startups no agronegócio


As startups envolvidas no agronegócio, também conhecidas como Agtechs ou Agrotechs, vem ganhando cada vez mais notoriedade e importância. Mas afinal, o que elas são? A resposta para tal questionamento compreende o pensamento imediato de que se tratam de empresas emergentes que atuam com tecnologias voltadas à agricultura e pecuária. Mas vai além disso, essas empresas abrangem os mais diversos serviços e produtos referentes as vastas etapas envolvidas na cadeia de atividades do campo.


Para começar a entender a importância das Agrotechs, primeiramente é necessário ilustrar a relevância do meio onde elas estão inseridas, e isto pode ser comprovado através de dados oficiais. Um quesito incontestável é a relevância financeira, pois segundo dados oriundos de uma pesquisa realizada pela CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) o agronegócio foi responsável por 21,4% do PIB brasileiro em 2019. Além disso, também é considerado um dos setores mais consolidados da economia, o que está sendo mais uma vez evidenciado neste período de pandemia, onde mesmo que algumas áreas estejam prejudicadas, como por exemplo, a produção de matéria prima para móveis e produtos têxteis, em geral o setor se manteve estável, segundo dados da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade Federal de São Paulo).


Diante desse cenário, o crescimento no número de startups agro no Brasil é exponencial. Segundo dados fornecidos pela “100 Open Startups, consultoria em ecossistemas de inovação”, em 2017 haviam 246 Agtechs registradas, enquanto em maio de 2020 esse número já havia subido para 1975, ou seja, um crescimento de 702%. Quanto à questão financeira, em um panorama global, a apuração é ainda mais impactante, pois de acordo com o Banco Mundial, em 2019, aproximadamente 30 mil Agrotechs receberam cerca de US$20 bilhões em investimento.


O grande diferencial das startups agro é a proposta de trabalhar com o que há de mais novo e diversificado em termos de tecnologia, em um mercado tão valioso, mas que muitas vezes parece estar distante do mundo digital. Baseando-se nos conceitos inerentes à “Indústria 4.0”, que adaptando, geraram a ideia da “Fazenda 4.0”, as Agtechs visam proporcionar soluções que outrora pareciam impossíveis, mas que agora podem sanar carências e gerar impactos nas mais diversas áreas, aumentando produtividade, confiabilidade, diminuindo gastos, dentre uma série de outros benefícios.


Portanto, é possível concluir que um caminho promissor para o produtor moderno é o investimento em soluções de startups, ao passo que se deve interpretar as Agrotechs como facilitadoras que “pensam fora da caixa”, suportadas por tecnologia de ponta, e que muitas vezes exigem pouco investimento, mas geram impactos de grande magnitude financeira, seja através da prestação de serviços, seja provendo produtos suplementares.

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