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Mulheres no agronegócio



Hoje é comemorada uma data muito importante: O Dia Internacional da Mulher. Para entender um pouco sobre a origem por trás desse dia, que frisa a importância da mulher na sociedade e a luta pelos seus direitos, é necessário um estudo histórico. Não é possível afirmar com exatidão qual foi o marco para o surgimento da data, mas existem duas especulações principais: a primeira remete à greve das mulheres que trabalhavam em Nova York na Triangle Shirtwaist Company, que sofreram com um incêndio em 1911, responsável por causar a morte cerca de 130 operárias, já a outra possibilidade indica que a data surgiu em decorrência da Revolução Russa, onde especificamente no dia 08 de março de 1917 cerca de 90 mil operárias percorreram as ruas reivindicando melhores condições de trabalho e de vida. Fato é que em 1975 o Dia Internacional da Mulher foi oficialmente instituído pela ONU, em 08 de março.

Diante da relevância de tal tema, o artigo de hoje tem por objetivo trazer exemplos de mulheres brasileiras, ou ao menos ligadas ao nosso país, que fizeram contribuições marcantes para o agronegócio. Começando por Johanna Döbereiner, nascida em 1924 na extinta Tchecoslováquia, graduada em agronomia na Universidade de Munique (Alemanha), que chegou ao Brasil em 1951 e em 1963 participou da Comissão Nacional da Soja. Enquanto outros pesquisadores defendiam a adubação da soja com fertilizantes minerais, Johanna lutou para que a soja aclimatada ao Brasil fosse selecionada e melhorada para produzir sem adubo nitrogenado, apenas com a simbiose entre bactérias e plantas. Graças a essa medida, anualmente o Brasil economiza cerca de 1 bilhão de dólares, e é uma potência na soja.


Outra mulher notável foi Victória Rossetti, segunda engenheira agrônoma formada no país, que dedicou sua carreira ao estudo de doenças da citricultura brasileira. Com o passar dos anos, Rossetti se tornou referência mundial no seu ramo de pesquisas. Em se tratando dos seus feitos, ela foi fundamental para a construção de manejos eficientes no combate a leprose dos citros, cancro cítrico, clorose variegada, entre outros patógenos.


Por fim, mas não menos importante, o destaque vai para Leila Macedo, doutora em Microbiologia e Imunologia, que é uma das maiores responsáveis pelo recente avanço biotecnológico no Brasil. Leila foi peça chave na elaboração da Lei de Biossegurança, sendo a primeira mulher a presidir a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), entre 1999 e 2001, estabelecendo uma série de normas que guiam os profissionais da área de biotecnologia, influenciando políticas públicas e consequentemente causando impacto positivo no agronegócio brasileiro.


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De toda a equipe da Green Next, desejamos um feliz Dia Internacional da Mulher a você, cara leitora.

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