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Impactos da Crise Hídrica



A gestão de recursos hídricos integra uma série de iniciativas com o objetivo de regular, controlar e proteger tais recursos sob normas da legislação vigente. A água é um recurso natural fundamental para a manutenção da vida no planeta, em inúmeros âmbitos. Na agricultura, desde a quantidade correta de água até o momento exato da irrigação se caracterizam pontos-chave para um manejo adequado que, além de favorecer a economia de água e energia, podem assegurar um melhor desempenho em termos de produtividade e qualidade na lavoura.


Do ponto de vista político, a água é tratada como um bem público que, embora possa ser explorado comercialmente, deve ser acessado em seu formato potável por todos os cidadãos. No Brasil, a gestão de recursos hídricos segue as diretrizes apontadas pela Lei das Águas n° 9.433/97. Diante disso, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, se pronunciou oficialmente e admitiu que o Brasil enfrenta uma crise hídrica. Segundo Bento, o último período de chuvas, principalmente nas regiões Sudeste e Centro Oeste, foi o mais seco dos últimos 91 anos. Graças a esses fatos, o ministro ainda fez um apelo para o uso consciente e responsável de água e energia.


Segundo especialistas, há três motivos principais para a falta de chuvas no país: o desmatamento da Amazônia, o aquecimento global causado por queima de combustíveis fósseis e o fenômeno natural La Niña. Isso causa grandes impactos, como por exemplo em cinco estados brasileiros, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná, onde já foi disparado um alerta de emergência hídrica para o período de junho a setembro. No Espírito Santo há possibilidade de haver uma proibição na irrigação entre 5h e 18h, o que já ocorreu em 2017, quando a crise era muito menor.


O cenário para a expansão do PIB agropecuário parecia promissor, pois segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), se estimava um crescimento de 2,6% em relação ao ano anterior, entretanto, a crise hídrica é um fator de risco que pode atrapalhar essa expectativa de crescimento. A crise deve acarretar na diminuição de colheita, prejuízo no desenvolvimento dos frutos e qualidade das pastagens. Além disso, o produtor também enfrenta aumento de custos, como gastos com energia e ração, o que pode contribuir para aumentar os preços de alguns produtos agrícolas e consequentemente o preço para o consumidor final.


No intuito de tentar diminuir os impactos, o governo criou um órgão que concentra em seis ministros a gestão da crise hídrica, constituindo a Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética (CREG). Essa medida provisória exclui a participação dos chefes da Casa Civil e da Advocacia-Geral da União, além de dirigentes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), da Agência Nacional de Águas (ANA), Ibama, Operador Nacional do Sistema Elétrica (ONS) e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).


Se há algo de positivo para se comentar acerca de tal situação, o Rio Grande do Sul aparece como um bom candidato a se beneficiar a longo prazo, pois a crise hídrica abriu perspectivas para avançar em projetos de geração de energia, como usinas térmicas, eólicas e fotovoltaicas, visando ajudar na diversificação da matriz energética do país e redução de riscos futuros de desabastecimento.

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