Geração de empregos no agronegócio brasileiro



No último sábado foi comemorado o Dia do Trabalhador. Contextualizando historicamente, tal data teve origem nos Estados Unidos, mais precisamente em Chicago, graças a eventos que se originaram em uma greve que paralisou os parques industriais no dia 1º de maio de 1886 e resultou em forte repressão policial. Esta repressão estimulou ainda mais manifestações que transcorreram nos dias seguintes, e no dia 4 de maio, em uma manifestação na praça Haymarket, uma bomba explodiu matando sete e ferindo dezenas de pessoas, entre policiais e manifestantes, sendo que a explosão ainda provocou o revide dos policias com tiros sobre os manifestantes, fazendo com que outras dezenas de pessoas morressem.


Esse conjunto de eventos, desencadeados a parir de 1º de maio, tornou-se símbolo para as manifestações e lutas por direitos trabalhistas nas décadas seguintes em várias partes do mundo. A revolução se espalhou e diante dos fatos ocorridos, a França foi pioneira e no dia 23 de abril de 1919, seu senado proclamou o dia 1º de maio como feriado. No Brasil, o Dia do Trabalhador só foi reconhecido em 26 de setembro de 1924 através do decreto nº 4.859 assinado pelo então presidente Artur da Silva Bernardes. Atualmente esta data é feriado em diversos países, tais como Brasil, França, Portugal, Rússia, Espanha, Argentina, entre outros.


Diante da relevância de tal tema, o artigo de hoje tem por objetivo trazer alguns dados sobre empregos no agronegócio brasileiro, que vem registrando ótimos números apesar da pandemia. Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), conforme análise de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério da Economia, em 2020 a geração de empregos no agro teve o melhor resultado desde 2011.


O setor abriu 61.637 vagas de trabalho de janeiro a dezembro do ano passado, sendo que entre as atividades que mais criaram postos com carteira assinada em 2020, a soja liderou o ranking, com 13.396 vagas, seguido pelo café (6.284). Na pecuária, a criação de bovinos (11.598) e de aves (5.993) foram as atividades que mais contribuíram para o mercado de trabalho.


Em 2021 o ritmo segue em uma crescente, pois de acordo com a CNA, no primeiro trimestre do ano houve a maior geração de empregos do setor, no respectivo período correspondente, desde 2007. São Paulo foi responsável por 59,7% do total das novas vagas, seguido por Minas Gerais, com 12,3%. Por atividade agropecuária, as três que mais criaram empregos foram: cultivo de soja, cultivo de frutas de lavoura permanente (exceto laranja) e criação de bovinos, sendo que juntas essas estas culturas responderam por 54,7% do total das vagas.

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