Feijão: comida típica, porém cada vez mais cara



O feijão é uma leguminosa produzida ao redor do mundo, mas que possui apreço especial por parte dos brasileiros. Trata-se de um dos mais ricos alimentos que integram nossa dieta, pois é fonte de fibras, proteínas vegetais, ferro, cálcio, magnésio, fósforo, potássio, ácido fólico e carboidratos. Quanto à benefícios a saúde, é sabido que o feijão combate a anemia, ajuda a perder peso, reduz o colesterol, combate a diabetes, faz bem para o coração, previne o câncer, melhora a saúde intestinal e estudos em potencial apontam que pode vir a reduzir a gordura no fígado.


Existem diversos tipos de feijão, dentre os quais vale destacar: feijão carioca, preto, branco, vermelho, de corda, fradinho, jalo e rosinha. Segundo a Sociedade Nacional de Agricultura(SNA), o Brasil é o maior consumidor mundial de feijão, com cerca de 3,2 milhões de toneladas por ano. Deste valor, cerca de 70% corresponde ao feijão carioca. Dos tipos citados, a nível nacional, é comum também o consumo de feijão preto, branco e vermelho, a nível regional feijão de corda(Norte e Nordeste, bem como Minas Gerais) e fradinho(Bahia) e a nível internacional feijão jalo(Árabia) e rosinha(México).


Em se tratando da influência econômica, sua importância é retratada no fato de que, segundo a Food and Agriculture Organization(FAOSTAT) atualmente o Brasil é o terceiro maior produtor mundial, atrás apenas de Myanmar e Índia, que, juntamente com Estados Unidos, México e Tanzânia, são responsáveis por 56,99% do total produzido no mundo, cerca de 15,3 milhões de toneladas. Por aqui, os maiores estados produtores são, em ordem, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, Bahia e São Paulo.


Entretanto, o Brasil poderia estar melhor colocado nesse ranking, pois já ocupou o primeiro lugar em diversos anos. Apesar de termos três safras anuais, trata-se de um produto que apresenta grande variação em função da sua alta sazonalidade e perecibilidade. Segundo o Instituto Brasileiro de Feijão(Ibrafe) a primeira safra do ano deve produzir 1,33 milhão de tonelada o que representa uma queda de 10%, e se deve principalmente a problemas climáticos e diminuição da área plantada, o que ressalta cada vez mais a importância de um manejo eficiente e utilização de ferramentas e tecnologias que permitam o maior controle possível sobre a lavoura.


Diante disso, a principal consequência é para o consumidor final, pois de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo(IPCA), em um ano, o feijão preto aumentou 40,5%, enquanto o carioca, registrou acréscimo de 12,9%, e como a primeira safra de 2021 já apresentou um recuo, a situação para o comprador tende a ficar ainda pior.

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