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Cresce a demanda por alimentos orgânicos



Os alimentos orgânicos são definidos como aqueles cujos quais não utilizam agrotóxicos, adubos químicos ou substâncias sintéticas que agridam o meio ambiente em sua produção. Além disso, para ser considerado orgânico, o processo produtivo também deve abranger uma utilização regrada do solo, da água, do ar e dos demais recursos naturais. Dentre os diversos benefícios, tanto em termos de sustentabilidade quanto para o consumidor, em geral se tem um menor índice de toxicidade, maior valor nutricional, aroma e sabor naturais, o que impacta em menores riscos à saúde, ajuda a conservar o solo, reduz a poluição, fomenta a manutenção do bem-estar animal e promove a biodiversidade.


Em se tratando de produção mundial, há um notável crescimento, que pôde ser comprovado conforme dados do Instituto de Pesquisa Orgânica FiBL, o qual apontou que o mercado global de alimentos orgânicos atingiu mais de 100 bilhões de euros. Os Estados Unidos são os líderes do mercado, correspondendo a cerca de 45 bilhões de euros, seguidos pela Alemanha com 12 e a França com 11. Sobre o número de produtores, se destacam a Índia (1.366.000), seguida pela Uganda (210.000) e Etiópia (204.000). Já quanto à área agrícola orgânica, a Austrália possui a maior, representando 35,7 milhões de hectares, Argentina a segunda maior, 3,7 milhões, e Espanha a terceira, 2,4 milhões.


No Brasil, para que um alimento seja considerado orgânico, deve ser cultivado e processado de acordo com requisitos específicos definidos pela Lei número 10.831, de 23 de dezembro de 2003, regulamentada através do Decreto 6.323. Tais normas controlam nacionalmente a oferta de produtos saudáveis isentos de contaminantes intencionais, preservação da diversidade biológica dos ecossistemas naturais, incremento da atividade biológica do solo, manutenção da fertilidade da terra no longo prazo, promoção do uso saudável do solo, da água e do ar e redução ao mínimo de todas as formas de contaminação desses elementos.


Sobre a produção brasileira de alimentos orgânicos, há uma concentração de aproximadamente 70% em 5 estados: Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Espírito Santo. A demanda é crescente, e em 2020 o consumo aumentou mais de 50%, já a produção, 30%. Em 5 anos, o país multiplicou em quase 8 vezes sua produção em toneladas, entretanto, os números ainda estão bem aquém comparados com a quantidade total de terras agrícolas no Brasil, representando menos de 1%.


Diante desses fatos, o governo trabalha para incentivar a produção de orgânicos. Na semana passada ocorreu a campanha “Alimento Orgânico: Sabor e Saúde em sua Vida”. Durante o evento, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), anunciou que vai disponibilizar R$ 3 milhões no intuito de dar assistência técnica e capacitação para os produtores, além de buscar alternativas para ajudar a população a identificar alimentos orgânicos nas feiras e supermercados, para que haja maior segurança quanto à procedência destes.

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