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Cana-de-açúcar como matéria prima sustentável



O agronegócio vai além da produção de alimentos e gera fontes de energia renováveis que movimentam os veículos e levam luz elétrica às casas do país. Nas usinas de cana, por exemplo, o mesmo caldo usado para produzir açúcar fabrica também o etanol, que abastece quase metade da frota de automóveis e motocicletas do Brasil, de acordo com a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).


Durante a safra canavieira, as 360 usinas de cana do país se tornam autossuficientes em eletricidade. Dessas, 194 chegam a produzir excedentes que podem ser ofertados para a rede nacional, o Sistema Integrado Nacional (SIN). E, quando se trata de biocombustíveis, ainda tem o etanol obtido por meio do milho e o biodiesel a partir do óleo de soja.


Os biocombustíveis e a bioeletricidade são considerados fontes de energia limpa porque eles são obtidos por meio de alguma biomassa, ou seja, uma matéria orgânica de origem vegetal ou animal. Isso faz com que o dióxido de carbono (CO2) emitido por eles seja absorvido pelas plantas, diferentemente do que ocorre com uma fonte fóssil, que acaba ficando na atmosfera.


A consultora técnica da EPE, Rachel Martins Henriques, que também é do setor de Derivados de Petróleo e Biocombustíveis tem uma avaliação semelhante sobre o potencial de energia da bioeletricidade da cana.


“Toda a energia gerada pela biomassa de cana e por todo o bagaço processado chega em torno de 35 quilowatt-hora (kWh). Mas se a gente considera somente as usinas que participam dos leilões, ou seja, as que estão competindo com outras fontes de energia, que têm um perfil mais competitivo, mais eficiente, esse valor chega a cerca de 72 kWh”, diz Raquel.


A oferta de energia elétrica no país é divida em:

  • Hidráulica (64,9%);

  • Gás natural (8,6%);

  • Biomassa (8,4%) - aqui está o bagaço da cana, lenha, lixívia, etc;

  • Eólica (7,6%);

  • Carvão e derivados (3,2%);

  • Nuclear (2,5%);

  • Derivados de petróleo (2,4%);

  • Solar (0,5%).

Já o consumo de energia da matriz de transportes se divide em:

  • Óleo diesel (41,9%);

  • Gasolina (25,3%);

  • Etanol (20,6%);

  • Biodiesel (4,5%);

  • Querosene de avião (3,9%);

  • Gás natural (2,4%);

  • Outras (1,4%).

Apesar da queda da produção na safra passada, a indústria tem uma perspectiva de crescimento no longo prazo, conta o presidente da Unica, Evandro Gussi. “Nos próximos 10 anos, devemos sair desses atuais 33 bilhões de litros para 50 bilhões de litros”, diz.


“Até porque a Política Nacional de Biocombustíveis, o RenovaBio, prevê uma participação cada vez maior dos biocombustíveis, em geral, na matriz de transportes”, acrescenta. Isso significa não apenas uma expectativa de aumento da produção do etanol, como também do biodiesel, biometano, bioquerosene, entre outros.


O RenovaBio entrou em vigor no final de 2019 com o objetivo de atingir parte das metas de redução de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) estipuladas pelo Brasil, no âmbito do Acordo de Paris.


Fonte: G1, adaptado.

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