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2020 bate recorde no registro de defensivos agrícolas



Defensivos agrícolas são produtos químicos, físicos ou biológicos utilizados na agricultura com o intuito de defender lavouras contra ataques de insetos, plantas daninhas e doenças que atingem o ciclo de uma cultura. Embora sejam aditivos não naturais, são necessários devido ao desafio de se produzir cada vez mais sem aumentar as áreas plantadas, sendo assim, alimentando a população crescente de forma sustentável, entretanto, em condições climáticas favoráveis, as pragas podem causar diferentes níveis de danos, impactando desde leves reduções na lucratividade, até perda total da lavoura, o que acaba trazendo prejuízos tanto para o produtor quanto para o consumidor final.


De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis(IBAMA), os defensivos agrícolas podem ser classificados: de acordo com a praga alvo que controlam(inseticidas, acaricidas, fungicidas, nematicidas e herbicidas), com o mecanismo de ação na praga alvo, com a toxicologia animal(classificação em 4 níveis toxicológicos) e com a periculosidade ambiental(classificação em 4 níveis de periculosidade).


Diante de tantos requisitos e possibilidades, a regulamentação de um novo defensivo agrícola é complexa e demorada, levando em média cerca de 10 anos. O processo passa pela avaliação de 3 órgãos: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento(MAPA), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis(IBAMA) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária(ANVISA). Destes, o MAPA é responsável por avaliar a eficiência e o potencial de uso na agricultura, o IBAMA pela avaliação ambiental quanto ao potencial poluidor do produto e a ANVISA por realizar a avaliação toxicológica do defensivo, determinando em quais condições o seu uso é seguro.


Apesar dessas adversidades burocráticas, neste ano se obteve um marco histórico. No dia 27/11, conforme o Ato n° 65 do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas da Secretaria de Defesa Agropecuária, publicado no Diário Oficial da União, foram registrados 42 produtos formulados, ou seja, defensivos agrícolas que efetivamente estarão disponíveis para uso pelos agricultores. Com tal regulamentação, em 2020 se chegou a 76 registros até o momento, se tornando o maior número de registros de produtos desse perfil em um mesmo ano.


O mercado já se mostra atento a isso e com um cenário promissor, pois de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal(SINDIVEG), a negociação de defensivos agrícolas para a safra 2021/22, que será plantada somente em setembro do próximo ano, já atingiu de 6% a 7% do esperado, o que representa uma movimentação atípica de antecipação, mas que segundo o SINDIVEG, está diretamente associada às vendas de grãos para a safra seguinte.

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